Caralho, que história FODA. Terminei de ler hoje de manhã no busão e, porra, admito sem vergonha que em várias ocasiões nos últimos dias paguei o vexame de chorar enquanto lia a bagaça no caminho de ida e volta do trabalho pra casa.
É o segundo livro do Fernando Morais que eu leio e a verdade é que esse sujeito sabe contar histórias. Quer dizer, estamos falando de um documentário, de investigação jornalística e tudo mais; Mas a história nos é apresentada estrutura mesmo como um romance. Dá pra rir, chorar e ficar de cabelo em pé com o suspense porque, pô, a história original é foda, então porque tirar dela a carga emocional que lhe cabe? Achei bom pracaralho esse livro.
O filme, que eu assisti antes de ler, também é responsa. Eu “deconcordo” um pouco com o reforço que deram no aspecto “romântico” (entenda-se romântico no sentido novela da coisa) na película mas, enfim, são mídias diferentes, as pessoas têm de fazer escolhas. No final, acho que ficou muito bacana e também acho legal ter esse tipo de superprodução nacional e tal.
De todo modo, voltando ao livro, o lance é foda também por ajudar a clarear fatos da nossa história que não se aprende na escola. Entender nosso processo histórico, afinal de contas, é fundamental pra dar uma luz na nossa atual conjuntura, saber por onde essa barca desgovernada andou pra chegar aqui, hoje, nesse estado… sei lá.


Este eu estive guardando aqui por algum tempo, não dava pra comentar no blog antes do site ir pro ar de verdade.
Leitura atual:
…humor leve e cara-de-pau, melhor coisa depois de sobreviver a uma temporada tensa, densa e cheia de dilemas morais ao lado de
Eduardo Marques Tanaka



