Archive for the 'para mexer' Category

The Fentix Cube

fentix cubeE olha só mais uma traquitana multi-touch, giroscópica pisca-pisca que parece muito, muito legal. Justamente como foi dito neste artigo da BBC News: “(…) the combination of touch, light and three dimensions opens up a range of possibilities — from music games, to puzzles and even a lifestyle device.”

E, como diriam nos canais de tele-venda: “Não é só isso!!”. No site do cara há mais um monte de objetos de pesquisa dele que são interessantíssimos. Interfaces táteis, novos modos de exibir e interagir com estímulos em aparelhos eletrônicos, etc. Bom pracaralho.

O site do cidadão: andrewfentem.com

Via: Lista de discussão IxDA

reactable

reactableYou need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video

“The reactable is a collaborative electronic music instrument with a tabletop tangible multi-touch interface. Several simultaneous performers share complete control over the instrument by moving and rotating physical objects on a luminous round table surface.”

Porca Mignota!! Que puta negócio LEGAL!

Clica e gira: mtg.upf.es/reactable

via: Spacetug

bumptop.com

bumptopEsta é uma das coisas mais interessantes que eu vi em termos de projeto de interface no ano passado. Fiquei guardando e aguardando pra comentar, esperando saírem novidades, modelos testáveis, demo, qualquer notícia. Mas acho que talvez ainda vá demorar mais um pouquinho.

Tal qual o trabalho do doido Johnny Lee, esse projeto me deixa muito empolgado com relação às possibilidades vindouras. A demonstração dele no TED é divertidíssima de se ver.

Penso eu, entretanto, que ainda haja algo que se amadurecer, não só em termos de tecnologia mas de modelo de uso mesmo. Não sei se transformar o desktop bidimensional numa espécie de caixa ou sala onde se manipula arquivos é a melhor saída para o uso cotidiano. Mas, só a idéia bruta em si é muito, muito ducaralho. E o próprio uso da coisa em si, com a sintaxe de gestos-comandos, a sensibilidade da simulação de física dos objetos e tudo mais é muito legal de se ver. Vendo coisas como estas, mais o Surface, mais todos esses novos modelos de uso que vêm com o Wii, iPhone, Nokia N95 e o escambau realmente dão aquela sensação divertida de “família Jetson, aí vamos nós…!”.

Trabalhamos no computador com metáforas do mundo real, e regrinhas básicas da boa usabilidade rezam que modelos de uso são construídos por repetição. Ninguém (espero) mais usa disquetes, mas o símbolo do disquetinho ainda é um modo inequívoco de dizer “salvar”. Ainda pensamos em termos de pastas, caixas, etc.. Todavia — e isso é importantíssimo! — uma vez que essas novas coisas se incorporam à cultura, viram base para novas metáforas das metáforas. Muita gente anunciou o apocalipse da folcsonomia, muita gente usou onde não precisava, mas tá aí, incorporada, e não dá pra pensar em nada parecido com Flickr, Deli.cio.us e afins sem isso. Então, creio eu, estamos vendo o comecinho dessa segunda camada de metáforas das metáforas que vai permitir o uso popular e massificado de interfaces cada vez mais interessantes e menos calcadas no “mundo real”. Veja bem, não me considero um especialista no assunto (ainda!) mas certamente há gente séria e genial trabalhando em modelos malucos de interface humano computador há anos… quando digo “comecinho”, estou falando sobre estes novos modelos de uso se tornarem, como disse, populares e massificados.

Ficam me devendo ainda a máquina de teletransporte e os carros voadores. Mas eu vou esperar mais um pouco.

Clique com o ponteiro do mouse, ou as mãos, se puder: bumptop.com

Johnny Chung Lee

johnny leeTá aqui um sujeito que realmente leva esse lance de Human-Computer Interaction a sério, de verdade. Impressiona por ter puta visão “limpa” das coisas, uma boa dose de bom humor e uma invejável habilidade em materializar estas idéias com elegância e eficiência técnica.

O que eu quero dizer com “visão limpa”? Que o mano encara a tecnologia que tem em mãos (se vir todos os papers, vai notar isso), que funciona, que é exequível, e a “remixa” de um jeito que abre novas e interessantíssimas possibilidades de maneira muito simples. Ok, é claro que é fácil dizer que é “simples” depois que o problema foi resolvido. Com isso não quero cair de maneira nenhuma do velho discurso do “se eu quisesse eu também faria…”. Não, não faria, nem em cem anos. Especialmente porque não é uma questão de resolver questões tecnológica, o ponto importante é a visão. Visão + Habilidade.

Por isso admiro muito o trabalho desse cara, justamente porque complicar é fácil (só trocar idéia com qualquer engenheiro). Difícil, de verdade, é fazer o simples.

Manda bala: johnnylee.net | littlegreatideas.com

Via: i.nacio.com.br

Shu Akashi

shu akashiO site deste fotógrafo tem bastante coisa boa e algumas coisa mais ou menos. No geral não é o tipo de trabalho fotográfico que mais gosto, mas gostei bastante do jeito simples que resolveram a navegação por galerias de imagem e, especialmente, o menuzinho “prev/ next/ autoplay”.

Aliás, sites de fotógrafos rendem muitas vezes interfaces e projetos visuais realmente muito bons. A natureza do conteúdo exposto nesse tipo de portfolio permite a liberdade de se despreocupar com alguns elementos “complicados”, por assim dizer, como implicações acerca de legibilidade e diagramação de grandes blocos de informação em texto. O conteúdo é essencialmente visual e encerrado em um quadro bidimensional, inequívoco. Creio que não seria ignorância minha dizer inclusive que praticamente todo o trabalho acerca de significado, sentido, etc está contido na foto ou já foi de certa forma feito pelo fotógrafo — desde a escolha do assunto até a categorização de coleções, por exemplo.

O que “sobra” para o designer, portanto, me parece que é o trabalho essencial de criador de interface, de elaborar as regras e a linguagem que fornecem acesso a este conteúdo. O complicado e prazeroso trabalho de “emoldurar” (no amplo sentido da palavra) as fotos, valorizando-as, sem competir com elas. Não digo, com isso, que seja um desafio simples. Pelo contrário, apenas um desafio com variáveis diferentes e particulares.

Outros sites de fotógrafos notáveis pela interface que eu já bookmarquei por aí:

http://del.icio.us/bonzo_galactico/fot%C3%B3grafos%2Bportfolio%2Binterface

oSkope

oskopeTá aqui um negócio simples e bem interessante na linha do nosso amigo Snap, só que mais específico, já que mastiga e devolve resultados de buscadores que já entregam resultados (na maior parte dos casos) essencialmente visuais, não apenas referência texto.
Muito bacana como proposta de interface, vale a pena fuçar nas opções de visualização para estabelecer diferentes relações entre os resultados da busca… Divertido como entretenimento e interessante como ferramenta. Não sei bem se tem aplicação prática cotidiana “de verdade”, mas gostei da idéia. Acho que dá margem para pensar em outros jeitos simples e interessantes de acessar conteúdos que não seja pelo hipertexto “clássico”, por assim dizer…

Manda bala: oskope.com

Gibson Robot Guitar

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Ok, não me entregaram ainda nem o carro, nem o skate voadores, nem um capacitor de fluxo sequer. MAS, esta guitarra da Gibson é o negócio mais “De Volta Para o Futuro” que eu já vi até hoje. A promessa do produto é impressionante. Muito melhor que qualquer tênis que se amarre sozinho, putz, de longe…

O site: gibson.com/robotguitar

Minh Long

Minh LongOs apreciadores da arte da cerâmica e/ou vietnamitas de plantão que me perdoem. Não faço idéia de como vim parar nesse site, tampouco se ele é um representante legítimo de alguma destas duas culturas (ou ambas), entretanto, como objeto da web, esta peça vale a apreciação.

Navegação muito elegante. Projeto visual coerente com o produto e a marca. Cuidado nos mínimos detalhes. E, especialmente, um uso muito inteligente de flash (com deeplinks espertos e o escambau), comprovando que com alguma mão de obra e usando (as vezes quebrando) a cabeça é possível criar um site que tenha uma arquitetura e entrega de conteúdo dinâmicos, com um front-end cheio de firulas do jeito que designer (e cliente) gostam.

O site: minhlong.com