Terminei de ler a bagaça esses dias.
Acho que posso dizer que eu sou um fã do Umberto Eco, de verdade.
Não diria que o Pêndulo de Foucalt é o melhor livro que eu já li. Mas certamente ocupa seu lugarzinho de honra na lista. Muito mais do que a história em si, foram as discussões que ele propõe que me faziam entrar na conversa tipo “ca%$#lho, é isso mesmo! Isso é uma papagaida, umberto, boa!” ou “p#&&a! olha isso que legal!” — porque ele discute justamente esse lance da mistificação, do sobrenatural, do “esotérico”, “conspiratório” e eu arriscaria dizer que inclusive a “auto-ajuda” como um tremendo ouro de tolo.
O enredo, muito resumidamente: Três funcionários de uma editora de livros ditos “herméticos” resolvem juntar numa panela só todas as bobagens que publicam e criar uma teoria nova, única e que reúna tudo o que eles estão cansados de ler: templários, sociedades secretas, linhas de energia, segredos das pirâmides, horóscopo e o diabo. O problema é que algumas pessoas começam a achar que a teoria deles e séria e, num certo momento, eles mesmos começam a se deixar dominar pelo monstro de frankenstein que criam. Bem legal.
Veio bem a calhar ler este livro nestes tempos de “O Segredo” e bobageiras do tipo. Mas, honestamente, o mais importante não é isso. O importante aqui são as idéias que ele trabalha a maneira como ele constrói essa discussão, a partir de digressões dentro de digressões e inserindo textos dos personagens dentro de seu próprio texto. Não sou um cara da literatura, não sei se isso é “legal” mesmo, mas eu achei bem bacana.
Só fiquei meio cabreiro conforme o livro foi acabando. Me parece que ao invés de levar o quebra-pau a cabo, preferiu optar por uma solução de consenso. Me desagradou o final, mas sem com isso diminuir meu gosto pelo começo e o meio…
Das coisas que eu li dele ainda prefiro “A Ilha do Dia Anterior” (doido, bem doido!)… e antes de ler “O Nome da Rosa” vou terminar de ler “A Obra Aberta” — o qual por sua vez comecei a ler umas vinte vezes. Não engrenei na idéia ainda, mas sei que ali tem coisa boa e que eu preciso entender o lance.
Por fim, falando sobre teorias malucas e outras coisas, achei ótimo que ele disse nesta entrevista pro NY Times:
I am wondering if you read Dan Brown’s “Da Vinci Code,” which some critics see as the pop version of your “Name of the Rose.” I was obliged to read it because everybody was asking me about it. My answer is that Dan Brown is one of the characters in my novel, “Foucault’s Pendulum,” which is about people who start believing in occult stuff.
But you yourself seem interested in the kabbalah, alchemy and other occult practices explored in the novel. No, in “Foucault’s Pendulum” I wrote the grotesque representation of these kind of people. So Dan Brown is one of my creatures.
Maroto, não?

Esta é uma das coisas mais interessantes que eu vi em termos de projeto de interface no ano passado. Fiquei guardando e aguardando pra comentar, esperando saírem novidades, modelos testáveis, demo, qualquer notícia. Mas acho que talvez ainda vá demorar mais um pouquinho.
Confesso que ainda estou um pouco em dúvida se se trata de um experimento sério ou tiração de barato. Assumindo que é um lance sério, acho a proposta muito, muito boa. Dificílimo pensar IHC sem o “click” definindo ação sobre alguma coisa, então, porque não testar novas possibilidades?
É curioso pensar como as vezes a gente encontra verdadeiras pérolas nos lugares mais inusitados, né?
De vez em quando leio o Observatório da Imprensa, e algumas vezes consegui assistir à versão televisiva do programa. Quase sempre que eu leio (como
Introdução à Geometria Sagrada
Fiquei bastante interessado em ver
Eduardo Marques Tanaka



